segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Artigo sobre a Revolução Francesa

REVOLUÇÃO FRANCESA

PEDRO EMANUEL SANTIAGO SILVA[1]
VINÍCIUS DOS SANTOS MACHADO[2]
PROF. JOÃO ANTONIO PEREIRA[3]

1.RESUMO


Segundo Gomes pode se dizer que a Revolução Francesa teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história dando início à idade contemporânea. Foi um acontecimento tão importante que seus ideais influenciaram vários movimentos ao redor do mundo, dentre eles, a nossa Inconfidência mineira. Esse movimento teve a participação de vários grupos sociais: pobres, desempregados, pequenos comerciantes, camponeses (estes, tinham que pagar tributos à nobreza e ao clero). Em 1789, a população da França era a maior do mundo, e era dividida em três estados: clero (1º estado), nobreza (2º estado) e povo (3º estado). O objetivo deste artigo é proporcionar ao leitor uma clara compreensão de como ocorreu a Revolução Francesa. A metodologia utilizada neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica realizada através de livros disponíveis na biblioteca escolar e visita em sites especializados tais como Google acadêmico, scielo, entre outros. Diante do que foi falado, concluímos que, o inicio da Revolução Francesa foi dado pelo terceiro estado o que provocou várias mudanças na França ocasionando melhorias na vida do terceiro estado.
 
2. Palavras-chave: NAPOLEÃO, FRANÇA E REVOLUÇÃO.

3. ABSTRACT

 According to Gomes can be said that the French Revolution had an important role in the foundations of a society era, and has been a landmark in the history ushering in the contemporary age. It was such an important event that influenced his ideals various movements around the world, among them, our mining Conspiracy. This movement had the participation of various social groups: the poor, the unemployed, small traders, farmers ( they had to pay taxes to the nobility and the clergy ) . In 1789, the population of France was the world's largest, and was divided into three estates: the clergy ( 1st state) , nobility ( 2nd state) and people ( 3rd state) . The purpose of this article is to provide the reader with a clear understanding of how the French Revolution occurred. The methodology used in this work was conducted through literature search of books available in the school library and visit specialized websites such as academic, scielo Google, among others. Given what was said, we conclude that the beginning of the French Revolution was given by the third state which caused several changes in France leading to improvements in the lives of the third estate.
 
Keywords: NAPOLEON, FRANCE AND REVOLUTION.

[1] Aluno do ensino médio inovador da escola Dª Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli

[2] Aluno do ensino médio inovador da escola Dª Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli

[3] Especialista em produção e organização do espaço geográfico Mato Grossense. Professor da rede pública estadual e municipal.  


5. INTRODUÇÃO
Em 14 de julho de 1789, a população de Paris, faminta e revoltada, invadiu e tomou a Bastilha, prisão que era o símbolo tradicional do poder e da opressão da monarquia francesa e do Antigo Regime.
Com isso, o povo francês assumiu o papel de protagonista de um evento de grande importância para o entendimento do mundo contemporâneo: Revolução Francesa
Uma das consequências imediatas da Revolução Francesa: Napoleão Bonaparte assume o poder, formando um vasto e efêmero império que ocupou grande parte da Europa.

6. A FRANÇA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA

Na França do final do século XVIII, assim como em outras nações da Europa, o Antigo regime apresentava sinais de desgaste. A sociedade francesa do Antigo Regime era dividida em três estados: o primeiro era composto pelo clero; o segundo estado era formado pelos nobres; e o terceiro estado reunia a maior parte da população (cerca de 95%), na sua maioria burgueses e trabalhadores rurais e urbanos.

7. O INÍCIO DA REVOLUÇÃO

Nas últimas décadas do século XVIII foi, a França estava endividada. Os gastos públicos para manter o luxo da Corte e, ainda a participação na Guerra dos Sete Anos e nas guerras de independência dos Estados Unidos provocaram um déficit econômico que atingiu toda a sociedade francesa. No plano político, a França estava dominada pelo rei e pela nobreza, a qual ocupava a maior parte dos encargos administrativos. Além disso, a nobreza desfrutava de numerosos privilégios, que eram alvo de duras críticas dos membros do terceiro estado e até de alguns nobres liberais. Durante a as primeiras reuniões dos Estados Gerais, a principal reinvindicação dos representantes do terceiro estado era a mudança na forma de votação. Os membros do terceiro estado queriam que os votos fossem distribuídos individualmente entre os deputados, pois, dessa forma, a votação seria mais justa e o terceiro estado teria chances de vencer algumas votações, exercendo maior influência política. Quando os deputados se declararam em Assembleia Nacional, eles afirmaram que deixavam de representar seus respectivos estados e passavam a representar o povo francês. No dia 20 de junho de 1789, o rei Luís XVI ordenou o fechamento da sala de reuniões da Assembleia Nacional. Diante disso, os deputados se dirigiram ao salão do jogo da pela, próximo ao palácio de Versalhes, onde juraram manter-se em assembleia até elaborarem uma Constituição. A coroa, o alto clero e os setores resistentes da nobreza mobilizaram –se para dissolver a Assembleia a força, concentrando tropas ao redor de Paris. Sob forte pressão popular, Luís XVI autorizou o andamento dos trabalhos da Assembleia. Nessa ocasião, vários nobres foram buscar apoio nas Cortes absolutistas de outros Estados europeus, principalmente da Áustria e da Prússia a fim de tentar reprimir o movimento revolucionário. Para tentar conter a onda de violência, a Assembleia Nacional promulgou, em 4 de agosto de 1789, a abolição dos privilégios feudais. Com a promulgação da Constituição Civil do Clero, em 1790, foi estabelecido que os clérigos passariam a ser funcionários de Estado, eleitos pelos cidadãos. Na tentativa de reabastecer o tesouro nacional, a Assembleia Nacional determinou a emissão de assignats, títulos referentes a empréstimos públicos.

8. OS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO

Com a Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão, os deputados franceses proclamaram os direitos naturais daqueles que eram considerados cidadãos, ou seja, os homens adultos e livres, excluindo, portanto, as mulheres e os escravos.Com a promulgação da Constituição, a França se tornou uma monarquia constitucional. A Assembleia Nacional foi então dissolvida e o poder legislativo passou a ser exercido por uma Assembleia Legislativa, cujos deputados foram eleitos por voto censitário. O poder executivo ficou a cargo do rei Luís XVI, mas seu poder era limitado, já que precisava da aprovação da Assembleia Legislativa.

9.A REPÚBLICA FRANCESA

Os parisienses, suspeitando que a Coroa francesa estivesse colaborando secretamente com os nobres contrarrevolucionários, decidiram se prevenir. Em setembro de 1792, eles tomaram o poder municipal de Paris, estabelecendo um governo revolucionário e autônomo. Em seguida, invadiram o Palácio das Tulherias e prenderam o rei Luís XVI. Dias depois, o governo revolucionário de Paris convocou todos os franceses para elegerem, por sufrágio universal, um novo órgão legislativo e executivo: a Convenção Nacional. A Convenção aboliu então a monarquia constitucional e proclamou a República da França, o que exigia a elaboração de uma nova Constituição.
Quando a Convenção Nacional deu início a seus trabalhos, em setembro de 1792, ela era comandada por uma maioria de deputados girondinos. Esses deputados girondinos. Esses deputados procuraram elaborar propostas para a Constituição republicana, enquanto os jacobinos tentavam efetivar mudanças no Estado francês. Diante da grande coalização militar que se formou contra a França, a Convenção convocou milhares de franceses para ingressarem no exército. Porém, uma revolta contra o alistamento obrigatório foi o estopim de um longo conflito na região francesa de Vendeia, durante o qual os clérigos e os nobres se aproveitaram da insatisfação popular para atacar os revolucionários.
Como muitas das questões sociais e econômicas não foram consideradas a população pobre permaneceu nas péssimas condições em que se encontrava antes da revolução. Até então, a liderança de Danton e Marat vinha se destacando, porém, em pouco tempo, os montanheses Robespierre e Saint-Just impuseram um radicalismo extremo a Revolução. Durante a Convenção montanhesa, por exemplo, eles ampliaram a importância dos comitês, órgãos que auxiliavam o poder executivo. Os chamados comitês revolucionários tinham o poder executivo. Os chamados comitês revolucionários tinham o poder de executar qualquer ação que fosse considerada necessária para manter as modificações implementadas pela revolução em toda a França. Em julho de 1793, os comitês foram centralizados no Comitê de Salvação Publica, liderado por Robespierre.
No momento em que os montanheses tomaram o poder, a crise financeira da França estava fora de controle e, além disso, algumas regiões economicamente importantes do país eram contrárias ao governo revolucionário e ameaçavam a recém criada Republica. Foi nessas condições que Robespierre, no comando do Comitê da Salvação Publica, ordenou a mobilização militar em massa, estimulando a população a pegar em armas mais uma vez. Robispierre deu início, então, ao chamado regime do terror.
Aproveitando-se da situação de desconfiança geral em relação ao regime do terror de Robespierre, os girondinos retomaram o controle da convenção. No dia 27 de julho de 1794 a Convenção ordenou a prisão de Robespierre, executando o na guilhotina ao lado de outros líderes jacobinos. Novamente sob o controle dos girondinos, a Convenção promoveu a Reação termo Doriana, desarmando a população, o que possibilitou uma vingança generalizada contra os jacobinos e seus partidários. Dessa reação, conhecida como terror branco.

10. O CALENDARIO REVOLUCIONÁRIO

Após a proclamação da República na França, em 1792, os revolucionários implantaram um novo calendário, chamado de calendário revolucionário, que vigorou de setembro de 1792 a janeiro de 1806, quando Napoleão restabeleceu o calendário gregoriano. O calendário revolucionário tinha como finalidade suprimir as festas religiosas e as antigas datas comemorativas do antigo regime.

11. O DIRETÓRIO
O primeiro artigo da Constituição de 1795 dizia que os direitos fundamentais do homem em sociedade eram a liberdade, a igualdade a segurança e a propriedade. Essa Constituição também suprimiu o voto universal para homens maiores de 21 anos, restabelecendo o voto censitário.
O exército francês, fortalecido com a vitória sobre os exércitos estrangeiros que tentaram acabar com a revolução, passou a combater as numerosas revoltas contra o novo governo. O general que teve maior destaque nessas invasões e no controle das revoltas internas foi Napoleão Bonaparte.

12. NAPOLEÃO NO PODER

No período do Diretório, a França passava por uma situação bastante delicada, enfrentando conflitos internos e externos. Diante disso, alguns políticos que não queriam a volta do Antigo Regime, nem o retorno do terror jacobino, acabaram recorrendo a um jovem general que se destacara nas guerras da Itália e do Egito, chamado Napoleão Bonaparte.
Em 9 de novembro de 1799, alguns membros do Diretório deram um golpe de Estado, proclamando uma nova Constituição e instituindo o Consulado, governado por três cônsules, dos quais o mais poderoso era Napoleão. O consulado marcou um período de reestruturação da nação francesa. Napoleão, em 1802, foi nomeado cônsul vitalício e, em 1804, devido ao grande prestígio e poder que havia adquirido, tornou-se imperador da França por meio de um plebiscito popular. No período em que Napoleão esteve no comando da França, que durou cerca de 15 anos, uma de suas principais preocupações foi restabelecer a ordem interna da nação. Para isso, ele centralizou a administração do país. Napoleão também criou o banco da França e estabeleceu uma moeda nacional, o franco.
A política externa de Napoleão foi marcada pelo expansionismo do império, que se deu por meio de intervenções e invasões nos Estados que faziam fronteira com a França. O expansionismo napoleônico, porém, ultrapassou esses limites ao tentar impor o domínio sobre nações mais afastadas. Houve guerra com várias nações europeias que formaram uma série de coligações contra a França. Essas guerras ficaram conhecidas como guerras Napoleônicas. Outro importante foco das ambições de Napoleão foi a Inglaterra, que era maior potência econômica na Europa ao lado da França.
Incapaz de derrotar os ingleses por meios militares, em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental. O objetivo desse bloqueio era enfraquecer o comércio britânico e desestabilizar sua economia, obrigando a Inglaterra a se render. Como a Inglaterra dominava os mares com sua frota, ela bloqueou o continente europeu, impedindo a ligação das metrópoles europeias com suas colônias. Os britânicos souberam compensar suas perdas no comércio continental.
A maior parte dos Estados europeus aderiu ao Bloqueio Continental. Outros por serem aliados da Inglaterra, recusaram-se a aceitar a imposição do imperador francês. Esse foi o caso de Portugal, que, na época do bloqueio, era um importante parceiro comercial da Inglaterra. A Rússia também desafiou o governo Francês e não aderiu i bloqueio. Com isso, Napoleão, ordenou sua invasão em 1812. A intervenção militar realizada pelos franceses e seus aliados, chamada de campanha da Rússia tinha proporções gigantescas. Por diversos fatores percebendo a iminente derrota, Napoleão ordenou a retirada de seu exército. Essa catastrófica derrota na Rússia foi o início do declínio do império Napoleônico.

 13. CONCLUSÃO
   Diante do que foi exposto no conteúdo, concluímos que a Revolução Francesa foi iniciada pelo terceiro estado (trabalhadores e burgueses), com o intuito de melhorias sociais e políticas a favor dos mesmos, e que esse movimento teve um forte impacto mundial provocando influência em vários movimentos inclusive a Inconfidência Mineira no Brasil e que mudou a maneira de viver da população francesa e mundial. O slogan dos revolucionários era: Liberté, Egalité et Fraternité ou seja Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Napoleão Bonaparte teve grande importância no movimento revolucionário pois ele foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa. Adotando o nome de Napoleão I, foi imperador da França de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses em 1815 (20 de março a 22 de junho). Sua reforma legal, o Código Napoleônico, teve uma grande influência na legislação de vários países. Através das guerras napoleônicas, ele foi responsável por estabelecer a hegemonia francesa sobre maior parte da Europa.

Referências

GOMES, Cristiane, Revolução Francesa. Disponível em < http://www.infoescola.com/historia/revolucao-francesa/ > Acessado em: 30 de janeiro de 2014.

PELLEGRINI, Marco Cesar Et al. Novo olhar História. 1ª edição. São Paulo:FTD, 2010. 178p-193p.   




1 comentários:

Prof. João Antonio Pereira - Especialista Em Educação disse...

A estrutura do artigo está muito boa falta apenas corrigir alguns detalhes. Parabéns ao grupo

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